Mostrar mensagens com a etiqueta energia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta energia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de março de 2011

Canção da semente e

A Rute, que esteve no Sábado mãos à obra II enviou-nos a letra da canção da semente que as crianças cantavam enquanto faziam as primeiras sementeiras e para além disso presenteou-nos com o seu comentário.

"Semente, sementinha

que na terra dá a flor.
semente, sementinha
verde e branca ou de outra cor.
Força, Força, Força para crescer....
Ai que linda já vai a aparecer!.
 
E cantando fomos semeando e semeando fomos experimentando as delícias sensoriais que a terra nos oferece...
Houve quem experimentasse pela primeira vez, houve quem já tivesse esquecido quão BOm é... houve quem queria ter estado mas não pode...houve ainda quem queira repetir novamente já no próximo sábado.
E o que fizémos foi simplesmente estar... uns a brincar outros a trabalhar...mas TODOS DE BEM COM O MUNDO!

A Royal Society for the Prevention of Accidents (RoSPA), entidade britânica para a prevenção de acidentes em recreios e parques de crianças, acredita que crianças podem aprender lições valiosas, particularmente sobre o perigo e como lidar com ele, quando brincam na natureza...

Bem hajam por nos terem proposcionado este momento de serenidade e felicidade
Rute"

É bom lembrarem-nos que a Transição é cuidar da terra, das pessoas e partilhar o excesso justamente. Obrigado Rute.

Fiquem com fotos da espiral de mãos, que já começa a ser um sinal obrigatório nos nossos encontros ;o)

 


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rescaldo da workshop de descentralização da energia

Na Quinta-feira passada fui à Agência Portuguesa do Ambiente para a Workshop da Construçãosustentável.pt em Energias Renováveis - Descentralização do armazenamento em cidades.

A plateia estava cheia e para iniciar a discussão a Dra Livia Tirone da ICS utilizou termos como "prosperidade sustentável", "resiliência urbana" captaram a minha atenção.

Continuou com "a cidade tem o poder mas também a fragilidade", "os recursos que pensávamos serem finitos não o são" e "já não é um desafio top-down", estava a gostar.

Acabou a apresentação com "Estamos a pagar as externalidades por se construir com o mais barato", "Portugal tem potencialidade em radiação solar, vento, chuva e temperaturas" e "temos de mudar o modelo económico de acordo com o nosso planeta". 

Assim vai, pensei eu. Seguiram-se as apresentações da RCM n.º2/2011 a Eco-AP que prevê o aumento da eficiência energética do estado em 20% relativamente aos valores actuais para daqui a 20 anos! 

A da Self-energy que prevê a descentralização do armazenamento de energia nos edifícios que passam a fazer parte de uma smart-grid em conjunto com outros sistemas de produção e armazenamento.  

E por fim, e para acordar a plateia, a apresentação da Mobi-e que pretende criar uma rede do tipo multibanco para o fornecimento de electricidade a carros eléctricos. E que estes passem a funcionar como uma mega-bateria que ajuda a compensar os picos de produção e armazenamento de electricidade funcionando os utilizadores de automóveis como compradores/vendedores de electricidades em vez de apenas consumidores. (daqui a 10/15 anos)

Para finalizar a Dr.a Livia Tirone disse (com outras palavras) que "temos que ser mais tolerantes com o greenwashing pois estes têm como finalidade mexer com as políticas do ambiente"

Enfim, vi uma carrada de soluções técnicas difíceis de implementar a curto prazo, muito crentes no avanço da tecnologia como salvadora, com uma visão "business as usual" com pouco enfoque em alterações comportamentais mas extremamente viciadas na eficiência e sem considerar o pico do petróleo.
Aliás até tinham um estudo que dizia que por altura do choque petrolífero a diminuição do consumo foi de apenas 6%, pelo que os 20% de redução eram óptimos (devem referir-se ao choque petrolífero dos US nos anos 70 e não sei em qto tempo foi medida essa redução)

O problema é que a eficiência por si só não resolve o problema, e nos vários cenários apresentados os oradores desconheciam ou deliberadamente omitiam o paradoxo de jevrons que diz que aumentos de eficiência levam a aumentos ainda maiores da procura (consumo). Diziam, por exemplo, que se 50% dos automóveis hoje em dia fossem eléctricos o consumo ultrapassava bastante a potência instalada, mas que se houvesse bi-direccionalidade das baterias (prevista para 10 a 15 anos) a potência instalada já permitia coexistir todo estes carros eléctricos. No entanto referia custos por km bastante inferiores ao dos automóveis a gasóleo e nos cálculos utilizava o referencial de 15000km por ano. (Se o litro do gasóleo baixasse agora para os, digamos, 0,5€ tu circulavas mais ou menos?)

Nunca me fez tanto sentido a TRANSIÇÃO desde que saí daquela conferência na minha bicicleta (que não tem estacionamento previsto na Agência Nacional do AMBIENTE).

Se quiserem ver fotografias e outras opiniões acerca do evento e esperar pelos PDFs das apresentações vão aqui.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Descentralização da produção de energia.

Enviado pela Magda, uma oficina com muita potencialidade:
(Juntem vontades de participação nos comentários que pode ser que juntemos boleias)

WORKSHOP: ENERGIAS RENOVÁVEIS - DESCENTRALIZAÇÃO DO ARMAZENAMENTO EM CIDADES (Prosperidade Renovável)
20 de Janeiro 2011, entre as 14:00 - 18:00 Horas

Entrada Gratuita - Inscrição Obrigatória em http://www.construcaosustentavel.pt/
Tel: 918 613 023


Auditório da Agência Portuguesa do Ambiente
Rua da Murgueira, 9/9A
Zambujal, Ap. 7585,
2611-865 Amadora


As energias renováveis no planeta estão distribuídas de uma forma desigual mas são infinitas. Portugal é um dos países melhor dotados de recursos endógenos renováveis. Por esta razão, logo que os souber aproveitar de forma eficaz e bem distribuída, tem todas as condições para se classificar entre os países mais prósperos da Europa a este nível. O enfoque deste Workshop está na demonstração das oportunidades de intervenção na Descentralização da Produção de Recursos Renováveis à Escala do Edificado, debatendo as formas de integração dos novos conceitos “utilizador-produtor”, “redes inteligentes e bi-direccionais” e “armazenamento descentralizado de recursos” à escala urbana.

O Workshop é dirigido a todos os decisores que influenciam a qualidade de construção do meio edificado.

PROGRAMA


14:00 Recepção dos Participantes
14:30 Sessão de Abertura: Mário Grácio (APA) - Alexandre Fernandes (ADENE) - Livia Tirone (ICS)


14:40 Energias Renováveis – Descentralização do Armazenamento em Cidades: Livia Tirone (ICS)


15:00 Estratégia Nacional para a Energia ENE2020 - Oportunidades de Intervenção no Meio Edificado com enfoque na Eficiência Energética, Energias Renováveis e a Mobilidade Eléctrica: Alexandre Fernandes (ADENE)


15:40 A Produção Descentralizada de Electricidade Utilizando Fontes Renováveis – Sistemas Fotovoltaicos Novas Soluções para Novas Realidades: Miguel Matias (SELF ENERGY)


16:00 Redes Bi-direccionais para alargar a Descentralização da Transformação de Energias Renováveis: António Vidigal (EDP INOVAÇÃO)


16:20 O Armazenamento Descentralizado de Electricidade Proveniente de Fontes Renováveis – a Mobilidade Eléctrica: Renato Pereira (GAMEP MOBI.E)


17:00 Diálogo Moderado: Alexandre Fernandes (ADENE)


17:30 Sessão de Encerramento: Mário Grácio (APA) - Alexandre Fernandes (ADENE) - Livia Tirone (ICS)


Com os melhores cumprimentos,




Livia Tirone
Iniciativa Construção Sustentável